
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
today's special

renascida
por dentro, por fora, no corpo e na alma.
e até mesmo aqui no blog (:
nova fase, prazerosa.
cansativa, mas satisfatória.
minha vida finalmente me pertence.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
o relato de uma despedida à meia-noite.
— Fiquei feliz que você veio — ele sussurrou docemente em seu ouvido. Aquela troca de calor durava muito mais que o necessário e, assim, transparecia perfeitamente o medo sentido por ambos. Medo de se perderem um do outro, medo do abraço acabar. Medo de acordar daquilo tudo e perceber que os sorrisos, as canções, as caminhadas, as chuvas, os ônibus, os braços dados, as esperas, as piadas, os surtos de imaginação fértil, a sintonia rara vivida por eles não tivera sido real. E aquele abraço era uma forma de pedir, de implorar: “Fica. Você é a prova de que tudo aconteceu.”.
Pela última vez, ela estava lá, em frente àquele portão de vidro de um prédio verde. Prédio que ficava naquela rua cujo nome, diversas vezes, ela já havia escrito à mão. Tão familiar quanto poderia ser, aquele endereço. Mas pouco familiares, aquelas pessoas. Novos atores num antigo palco, era o que eles todos representavam dentro dela. E mesmo estes observavam a cena como uma platéia diante de um espetáculo no fim da temporada. Ela não queria solta-lo. Nunca mais.
Então, um pedido. Dessa vez, falado.
— Me leva na rodoviária de manhã — ela quase implora, com voz angustiada. Máscara para o que realmente queria ser dito, é claro. “Quando me veres partir, me impeça. Quero ficar.”.
— Sim, claro. — ele disse, aliviado. “Não queria que acabasse agora, mesmo”.
Foi então que a carona chegou. Mais despedidas tristes, enfim. “Um dia a gente se vê” era o dito pelos abraços. O coração dela batia depressa. “Não quero ir, quero ficar com você” ela teimava em lhe dizer pelo olhar, por cima do ombro de cada um enquanto os abraços iam sendo dados. Ele não respondia. Não queria responder.
Era mais de meia-noite. Começou a chover forte e todos correram pro carro. Apenas dois ficaram. Ela correu, ele ficou. Ela olhava através da água que escorria pelo vidro traseiro. Ao lado dele estava o fantasminha camarada, o mais carismático, que sorria pra ela enquanto esperava cada uma das pessoas entrar no carro. Entrava um de cada vez, assim como entraram no coração dela. Um extraterrestre, um felino, uma irrelevante. Mas ele, o que primeiro entrou, o que primeiro ficou, o que mais marcou, tinha que ficar longe. E, por isso, ele evitava a despedida.
Foi então que o trecho de uma música veio à mente.
— Espere! Esqueci uma coisa! — ela exclamou, pouco antes de decidirem partir. Foi quando tirou da bolsa um bloco de papéis amassados e uma caneta. —Chama ele, pede pra escrever qualquer coisa — ela pediu à única irrelevante que conhecera. O fantasminha veio ao carro, sob chuva, após receber um chamado improvisado da janela do motorista.
— Ela pediu pra escrever qualquer coisa! — gritou a irrelevante por cima do vidro. Deu o bloco de papéis a ele que, depois de correr para um lugar coberto e seco com o bloco sob a blusa, escreveu uma pequena mensagem sincera. Foi quando ele passou os papéis e a caneta a ele. O mesmo que fugia da separação. “Escreve qualquer coisa” ela ouviu, através do vidro, o fantasminha dizer. Ele olhou para o bloco, encostou na parede e escreveu.
“I know you’re leaving in the morning when you wake up, leave me with some kind of proof it’s not a dream” era o que a música dizia. E, apesar de ser ela quem partia, era o que o coração dela cantava. “Uma prova de que não é um sonho” ela pensou, enquanto ele devolveu o papel ao fantasminha. Correu na chuva, entregou, voltou, sorriu, despediu. E ele apenas olhava, como quem quer prender com os olhos.
O carro deu partida. Sumiram na curva. Ela sorria com os papéis
“Fiquei bem feliz que você veio” eram as palavras ali registradas. E, principalmente, ali sentidas.
domingo, 11 de julho de 2010
that is only so much you can learn in one place,
i haven't got much time to waste, it's time to make my way
i'm not afraid what I'll face, but I'm afraid to stay
i'm going down my own road and I can make it alone
i'll work and I'll fight till I find a place of my own
are you ready to jump?
get ready to jump
don't ever look back, oh baby,
yes, I'm ready to jump
just take my hands
get ready to jump
(jump - madonna)
me identifico sempre sempre sempre
quarta-feira, 7 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
pra ela
quinta-feira, 1 de julho de 2010
adulta

dezoito anos faz os outros adultos te olharem com respeito, como se fosses um deles. e faz você olhar diferente pra eles, como se agora eles te levassem a sério, e, principalmente, faz você olhar diferente pra si mesmo.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
pode ser numa canção...
(por perto - pato fu)



