quarta-feira, 12 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

o russo italiano.

era um beijo seco, doce e áspero. tinha gosto de cigarro e vodka.
tinha gosto de ternura.
pouquíssimas já o haviam desfrutado, raras as que o fizeram por mais de uma vez. por mais de diversas vezes, diversos dias e semanas? somente eu.
ainda tentava entender o significado dessa exclusividade. não só pros beijos, mas para os toques, suaves e possessivos ao redor da minha cintura, grosseiros em meus cabelos... pros abraços e principalmente, pros sorrisos. tímidos, gentis. pra mim, altamente encantadores.
por mais que eu tivesse certeza de que tal exclusividade não era coisa do acaso, de que realmente alguma coisa muito bonita surgiria dali, descobri que ele tinha medo. tinha medo de sentir. tinha medo de mim.
e a exclusividade se estendeu ao descaso, à frieza. e o que eu via eram olhares evitados, sentimentos recolhidos e guardados. sentimentos não usados, feito roupa chique no fundo do armário fechado. e foi assim, ele fechou seu coração.
e em mim ficou a expectativa. a expectativa de que aquele andar cheio de atitude com all stars e botas, aquela barba mal-feita, aquele corte de cabelo, aquela voz suave comigo e agressiva com a platéia, aquela mente cheia de poesia, aquele gosto musical genuíno, aquele coração há muito machucado mas cheio de esperança, tudo passaria a me pertencer. não no papel, não no anel. mas no sentimento.
mas me enganei. ou talvez, ele tenha me enganado. me mandou os sinais errados e me fez acreditar, me fez esperar por algo inesperado. algo que não aconteceu. meu coração doeu, meu coração sangrou. e, depois de um tempo, endureceu e trancou as portas. mas, infelizmente, ele roubou a chave e me tirou o controle sobre mim mesma. passei a estranhá-lo. ele passou a desconfiar de mim. e tudo mudou entre nós.
no fim, ainda era um beijo seco, doce e áspero. tinha gosto de cigarro e vodka.
mas não tinha gosto de ternura.

sábado, 8 de maio de 2010

mal entendido.

eu pensei se devia postar alguma coisa a respeito disso mesmo, sabe, mas daí como foi aqui que aconteceu o mal entendido, é aqui que vou me posicionar a respeito. vou ser breve, é claro.

meus amigos amados, me perdoem. em nenhum momento eu quis que vocês se sentissem dessa maneira, menosprezados ou excluídos. vocês todos são únicos pra mim e quando quero que vocês saibam disso, eu o faço da maneira mais autêntica possível, como se cada um de vocês fosse o único amigo que existisse pra mim. mas não significa que algum de vocês seja mais importante que outros. cada um tem um significado pra mim, um sentimento exclusivo, um lugar diferente na minha vida. cada um representa uma coisa diferente pra mim. ninguém se compara a ninguém. por favor, me desculpem se o que quer que eu tenha dito anteriormente causou interpretação contrária ao que eu realmente sinto .

mas, à parte disso, sabe, eu fico muito triste em saber que alguns mal entendidos causam mágoas desnecessárias. e que algumas coisas mal interpretadas fazem com que algumas pessoas criem sentimentos ruins a meu respeito. tá certo que existem certas coisas com as quais não sabemos lidar, eu entendo isso. mas é necessário compreender uma coisa: a existência do novo não destrói o antigo. e no nosso coração, uma pessoa não toma lugar de outra, isso não existe.

tem mais coisa, mas acho melhor encerrar por aqui.
é isso.

about the girl of his dreams.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

você sente que está vivendo a vida de outra pessoa.

você se sente fora do seu corpo, observando a si mesmo fazendo tudo aquilo de maneira automática, sem nenhuma paixão, sem nenhuma vontade. como um fantoche. como se alguém estivesse te controlando e você pudesse ver as cordinhas em seus braços, pernas e cabeça. mas então, ao olhar pra fonte das cordas, quem você vê? você mesmo.
é como se você fosse o fantoche, o controlador e platéia ao mesmo tempo.
mas não se dá conta de que também é o roteirista.
e isso frustra, desilude, corrói, dói.
e o pior é que você vê essa mesma dor nos olhos de outras pessoas.




quando é que vamos começar a viver as nossas próprias vidas?

sábado, 1 de maio de 2010

moby

why does my heart feel so bad?
why does my soul feel so bad?


say it out loud.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Valerium.

ela é um dos seres humanos mais lindos que conheço.
sabe, eu não ia começar esse post falando dela. ia falar de coisas tristes, egoístas até certo ponto... mas daí pensei nas coisas boas na minha vida. e ela definitivamente é uma delas.
não sei como vou conseguir viver o resto da minha vida se um dia tivermos que nos separar. imagina, se eu já me pergunto como eu vivia antes de conhecer de verdade tal ser humano, faz-se uma idéia como seria não a ter mais!
ela é uma mistura de cores, tipo uma paleta. não é que nem o arco-íris, que a gente ainda consegue definir onde começa uma cor e termina outra, mas uma paleta mesmo, onde tá tudo meio misturado, meio uma cor nova da mistura de cores velhas. ela é assim.
ela tem essa mania de ter uma visão meio que romântica de tudo. das pessoas, da vida, dos sonhos, do que ainda vai acontecer. e eu vivo destruindo isso, dizendo pra ela ser mais realista porque o mundo não funciona assim. mas, pra falar a verdade, eu sinto um pouco de inveja disso, desse olhar puro sobre as coisas.
o ruim é que ele é acompanhado de pessimismo. de tanto ouvir que as coisas não são assim, ela se sente incapaz de presenciar as coisas que imagina por passar a acreditar que elas não existem ou nunca vão existir. o mundo nunca está bom o suficiente, as coisas nunca estão certas. mal ela sabe que o que faz o mundo ser bom não são as coisas que existem nele, e sim a visão, os sentimentos dela a respeito das coisas que existem nele.
ela é sensível, sim. muito mais que a maioria das pessoas pode perceber. e ela demonstra que gosta de alguém, sim. só que da maneira dela, com os gestos dela, com as 'palavras' dela. eu aprecio muito isso.
pouquíssimas pessoas a conhecem de verdade. mal sabem os terceiros, os personagens efêmeros da vida dela que, por trás de gostos inteligentes, roupas legais, piadas criativas e uma conversa meio cult, existe um ser humano um tanto que solitário, meio ranzinza e bastante complicado que se enche de camadas pra qualquer um que se aproxime por medo de se machucar, mas que na verdade quer que alguém realmente se importe com ele, que REALMENTE o escute. dentro dela existe uma pessoa que, de tanto que tinha pra dizer e que não foi dito por não haver alguém pra escutar de verdade, acabou desaprendendo a expressar o que sente através das palavras. ela não fala. mas ela mostra. e quase ninguém vê.
ela é muito linda, por mais que não acredite nisso. não só pela aparência super exótica (haha'), mas também pela mente, pela alma enoooooorme que ela tem. por mais que ela não aceite, não entenda boa parte das coisas ao redor dela, ela consegue mudar o que pensa quando tudo passa a fazer sentido. tem uma mente flexível, ao mesmo tempo em que é cabeça dura. e por mais que ela finja um certo desprezo, uma indiferença por algumas pessoas, por mais que ela finja não se importar com algumas situações, por dentro eu sei que ela morre se machucar alguém que ela gosta. morre, tipo, mesmo. porque, se ela te tem como alguém que ela ama, isso é algo dificilmente vai mudar. a não ser, é claro, que tu pises MUITO num calo dela. aí, my friend, desculpe, mas não dá mais. nunca mais (dramática) ou por um booom tempo (normal). HAHA'
e tem as manias adoráveis que são típicas dela. como por exemplo tirar sarro de qualquer situação superconstragedora que tu passes, ou ficar extremamente sem graça quando um desconhecido vem falar com ela enquanto ela conversa com alguém sobre algo empolgante, ou atender o telefone com voz de morte em plena tarde, ou fazer um comentário super pessimista e engraçado depois de uma situação chata, ou ficar cantando o meeesmo trecho de música o dia inteiro, ou ficar cheia de ciúmes das bandas/artistas que ela conheceu antes de alguém, ou começar a rir exageradamente quando passa alguma vergonha, ou ficar sempre se lamentando de deixar as coisas pra cima da hora (apesar de nunca mudar e sempre conseguir aprontar tudo sob pressão HAHA'), enfim, são milhaares de manias.
eu gosto demais de passar meu tempo com ela, porque, de certa forma, ela faz eu sentir que ainda vale a pena ficar por aqui. e, por mais que um dia a gente se separe, ela pode ter certeza que foi uma das poucas pessoas que REALMENTE me conheceu e conseguiu mudar o que eu sou.

i love you, soulmate.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

little confession.

as vezes eu penso que isso tá tudo uma bagunça só, que seria melhor se eu ficasse longe de todo mundo logo que assim tudo se anularia e todos voltariam a ser felizes for ever and ever. não que eles fossem 'super felizes' antes de coisas desse tipo acontecerem, mas pelo menos não eram tão desiludidos. eu machuco as pessoas. até certo ponto, não é de próposito. mas às vezes elas precisam ser machucadas pra se curar dessa obsessão, dessa necessidade que chega a fazer mal a elas mesmas. então eu analiso como já fez antes minha ilustre amiga, helena: as vezes, precisamos jogar alcóol pra que a ferida cure mais rápido. a dor que é sentida com o remédio é a garantia de que logo logo se estará sarado, livre da dor da doença, da ferida.

ah, é isso eu acho.

sábado, 24 de abril de 2010

post quebra-abstinência

cara, é incrível. eu me tornando especialista em platônicos, vou te contar. acho que vou até escrever um livro. alguém, por favor: congele meu coração! ):

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Montesquieu, Charles de

''O homem, como ser físico, é, do mesmo modo que os demais corpos, governado por leis invariáveis. Como ser inteligente, viola incessantemente as leis que Deus estabeleceu, e modifica as que ele próprio estabelece. Deve ele mesmo conduzir-se; e no entanto, é um ser limitado; é sujeito à ignorância e ao erro, como todas as inteligências finitas; e, mais ainda, perde os conhecimentos escassos que possui. Como criatura sensível, torna-se sujeito a mil paixões. Um ser assim poderia, a cada momento, esquecer seu criador; Deus fez com que o recordasse pelas leis da religião. Um ser assim porderia, a cada momento, esquecer-se a si mesmo; os filósofos fizeram-no lembrar-se pelas leis da moral. Feito para viver em sociedade, poderia esquecer-se dos outros; os legisladores devolveram-no a seus deveres pelas leis políticas e civis.''

O Espírito das Leis.

ai, desse jeito eu até me apaixono por Direito. rsrs