quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Haiti

''Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui''

(Caetano Veloso e Gilberto Gil)

eu tava lendo um livro de História do Brasil na parte de Nova República e Brasil Novo e acabei me deparando com essa letra. achei tenso e resolvi vir aqui compartilhar com vocês. apesar deles usarem metáforas com o Haiti, é irônico o pedido em relação a esse país que a música apresenta, no contexto de calamidade que ele tá hoje por causa daquele terremoto ._. pesado.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

postagem número cem


''ás vezes, eu sinto o medo da incerteza me incomodar. e eu não posso fazer nada além de me perguntar por quanto tempo eu vou deixar esse medo assumir o volante e me conduzir. ele já me guiou antes, e parece ter uma vaga atração maciça. mas ultimamente eu tenho começado a achar que eu deveria ser quem está por trás do volante. (...) ele já me guiou antes, e parece que é assim que todo mundo age. mas ultimamente eu tenho começado a achar que quando eu conduzo, minha luz aparece.''

Drive - Incubus

uma das melhores músicas que já ouvi.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

a certain romance

''but all of that's what the point is not, the point's that there ain't no romance around there

and there's the truth that they can't see, they'd probably like to throw a punch at me. and if you could only see them, then you would agree, agree that there ain't no romance around there.

you know, oh it's a funny thing you know: we'll tell 'em if you like, we'll tell 'em all tonight. they'll never listen because their minds are made up and course it's all okay to carry on that way.''


minha música favorita do arctic monkeys.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

do amor.

defitivamente, é a coisa mais valiosa que existe.
e com certeza, a mais necessária.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

leitores

bem, eu não sei exatamente quantas pessoas visitam meu blog por dia, mas eu sei que tenho alguns seguidores fiéis e queria dedicar esse post a eles. :)

queridos leitores, muito obrigada por tirar um tempo de suas vidas simplesmente pra ver minhas atualizações e ler coisas íntimas e totalmente sem abertura para comentarios (rsrs) que eu escrevo aqui. eu queria muito conhecer um pouco mais alguns de vocês e por isso quero que respondam só algumas perguntinhas pertinentes que eu tenho a respeito das pessoas (isso, é claro, se sentirem vontade u.u).

1. qual o maior sonho que você tem?

2.
qual o maior medo?

3.
se você tivesse a chance de ser outra pessoa que tem contato diário com você, como você acha que você mesmo se veria?

4.
o que você acha que o mundo mais precisa?

5.
o que você acredita que acontece no pós-morte?

6.
se você pudesse ser um filme, qual seria?

enfim, são só essas seis perguntinhas bobas mas ao mesmo tempo complexas que eu quero saber a respeito de vocês, caros leitores :) deixem as respostas em comentários que depois eu irei falar algo a respeito em outro post, oooou em comentarios tambem HAHA' xD

beijosmil.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

doeu.

aquela cena doeu. ;/

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ludwig und Wolfgang

Existem especulações históricas sobre um provável encontro entre Beethoven e Wolfgang Amadeus Mozart, mas não existe nenhum fato histórico que possa comprovar esta hipótese. No entanto, existem histórias de seu encontro, como por exemplo, uma que refere um Mozart absorto no seu trabalho, na composição de ''Don Giovani'', que não terá tido tempo de lhe prestar a devida atenção. Uma outra, bem mais interessante, relaciona, não só o seu encontro, como o seu envolvimento, ao qual se refere a seguinte frase:

'' Não o percam de vista, um dia há de dar que falar. ''
(Mozart, sobre Beethoven)


ai gente, isso sinceramente me emociona muito.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

nostalgia

ele continua o mesmo de sempre, só que diferente. mesmo gosto, mesmo cheiro, mesmo corpo. mas a cabeça está melhor. parece ter lapidado um pouco mais a mente. se tornado um pouco mais gente. ele cresceu.
o mais engraçado é a conexão. a semelhança que dois nomes iguais podem trazer. mesma força, mesmo toque, mesmos gestos. mesmas cores e quase o mesmo aroma. o que muda é aquilo que os torna únicos pra mim e o que os diferencia dos outros: a inteligência.

é. acho que esse nome é o meu karma.
e ele vai sempre me perseguir.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

cazuza

''eu quero a sorte de um amor tranqüilo com sabor de fruta mordida
nós na batida, no embalo da rede, matando a sede na saliva.

ser teu pão, ser tua comida, todo amor que houver nessa vida
e algum trocado pra dar garantia.

e ser artista no nosso convívio pelo inferno e céu de todo dia
pra poesia que a gente não vive, transformar o tédio em melodia.

ser teu pão, ser tua comida, todo amor que houver nessa vida
e algum veneno antimonotonia.''

traduza-me cazuza.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

''as pessoas...

...estão só de passagem na nossa vida'', já dizia minha mãe. e essa é uma daquelas coisas que, por mais que tu saibas que é verdade, custas a acreditar.

acho que perdi um amigo. talvez o melhor.